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ANO PASTORAL 2014-2015 - Santificados em Cristo

Domingo, 30.11.14

Caminhamos Rumo ao Jubileu 2017

Programa para este Ano Pastoral

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publicado por P. Alípio Barbosa às 20:20

Como estás a preparar o Jubileu Fátima 2017? - Eis ligações importantes

Quinta-feira, 27.11.14

Olá. Viva. Bom dia com Esperança e Alegria,

no Coração da Virgem Maria – Senhora do Rosário de Fátima.

 

Permite-me a indiscrição: como estás a Preparar o Grande Jubileu Fátima 2017?

Aqui ficam alguns subsídios. Vale a pena ler até ao fim.

 

Um manancial de Dons e Graças divinos podem descer sobre Portugal e o Mundo, acolhendo a atualidade da Mensagem de Fátima.

 

Abraço, nos Corações de Jesus e Maria,

AB

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publicado por P. Alípio Barbosa às 00:31

FOTOS FÁTIMA

Segunda-feira, 10.11.14

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publicado por P. Alípio Barbosa às 03:02

Fátima é uma Mensagem de Esperança e Consolação, na linha do Apocalipse

Segunda-feira, 10.11.14

«Ao anjo da Igreja de Éfeso, escreve:

 

«Isto diz o que tem na mão direita as sete estrelas, o que caminha no meio dos sete candelabros de ouro:

 

‘Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância.

 

Sei também que não podes tolerar os malvados e que puseste à prova os que se dizem apóstolos - mas não o são - e os achaste mentirosos;

tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem.

 

No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.

Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e torna a proceder como ao princípio.

 

Se não procederes assim e não te arrependeres,

Eu virei ter contigo e retirarei o teu candelabro do seu lugar.

 Mas tens isto em teu favor: detestas as obras dos nicolaítas, como eu também as detesto.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas.

 

Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei a comer da árvore da Vida que está no Paraíso de Deus.»(Cf. Ap.2,1-7).

 

Fat.JPGQuadro na Igreja Paroquial de Fátima.

Nossa Senhora, explica à Jacinta coma meditar o Rsário.

E fica ali ao seu lado.

 

Caros Paroquianos e Leitores do Caminhando,

Feliz Outono, no regresso ao trabalho, aulas ou Catequese. Feliz quadra do Rosário, com a maternal intercessão de Nossa Senhora do Rosário. Em sintonia com a Irmã Natureza, fazemos Festa em Ação de Graças pelos dons da Criação, avivamos a nossa Fé, Esperança e Caridade, na memória de santa Maria, Senhora do Rosário e dos nossos Patronos S. Cosme e Damião.

 

Continuamos a escutar o que o Senhor diz hoje ao nosso mundo, a partir do último livro da Bíblia: Revelação ou Apocalipse. Esta é a primeira das sete Cartas simbolicamente dirigidas às sete Igrejas da Ásia Menor. «  Quem tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas  » (Ap 2, 7). Ao iniciarmos uma nova etapa pastoral, ao retomarmos com afinco a angariação de fundos para a conclusão do nosso Centro Pastoral Paroquial, somos animados, interpelados pelo Senhor Jesus Ressuscitado, como pelo Magistério da Igreja: o Papa, o nosso Bispo e o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus na Vida e Missão da Igreja. Rumo a uma Nova evangelização, a começar pela velha Europa tão decaída. Para que deixemos esta silenciosa apostasia em que vamos mergulhando e retomemos o primitivo Amor e aceitação de Jesus Cristo e o seu Evangelho. O Evangelho da esperança. O livro do Apocalipse, «revelação profética» desvenda à comunidade crente o sentido oculto e profundo das coisas que acontecem (cf. Ap 1, 1). O Apocalipse apresenta-nos uma palavra dirigida às comunidades cristãs, para ajudá-las a interpretar e viver a sua inserção na história, com os seus problemas e tribulações, à luz da vitória definitiva do Cordeiro imolado e ressuscitado.

Ao mesmo tempo, encontramo-nos com uma palavra que nos obriga a viver deixando de lado a tentação frequente de construir a cidade dos homens, prescindindo de Deus ou contra Ele. E quando construímos uma civilização que ostensivamente quer prescindir de Deus, é a própria convivência humana que acaba por entrar em autofagia. E mais cedo ou mais tarde, sofre irremediável derrota.

O Apocalipse contém um encorajamento dirigido a todos os crentes: para além de qualquer aparência e apesar de os efeitos não serem ainda visíveis, a vitória de Cristo já se deu e é definitiva. Daí o conselho a olhar as vicissitudes humanas fundamentalmente com uma atitude de confiança, que nasce da fé no Ressuscitado, presente e activo na história.

A nossa Comunidade Paroquial vai entrar no segundo Quinquénio após a Graça que foi a Missão Bíblica. Agora havemos de impregnar todo o tecido da Paróquia da frescura primitiva do amor a Jesus Ressuscitado. Numa Animação Bíblica de toda a Pastoral. “Quem tem ouvidos, ouça”.

Na nossa Diocese iremos dedicar particular incidência à Família e Juventude. No próximo 29 de Janeiro vamos ter a Visita Pastoral do nosso Pastor da Igreja do Porto: senhor D. Manuel Clemente. Com a Palavra de Deus na Família e Juventude. Por isso vamos retomar o primitivo amor a Jesus Cristo, à sua Palavra, de vida e esperança. Sacudir o torpor, aquela secreta rejeição prática de Jesus, da sua Palavra, da obediência ao Magistério da Igreja.

Temos muitos sinais do amor e da ação do Senhor Ressuscitado na nossa vida, na nossa Comunidade, neste caminho do Centro Pastoral Paroquial, na vida quotidiana da Paróquia de São Cosme e Damião. A todos saúdo com alegria e grande amizade. Feliz Outubro missionário, bom Ano Pastoral a todos os dedicados Servidores da Comunidade. O Caminhando, convida-os a escrever-nos, partilhando a vida. Boas Festas de São Cosme e Damião e Nossa Senhora do Rosário. O Pároco P. Alípio Barbosa

 

Foi o Editorial do Caminhando – Jornal Paroquial de Gondomar/S. Cosme: Outubro 2011

 

A Mensagem de Fátima, está impregnada deste espírito de opção total por Cristo, coragem para enfrentar o mal, Jesus o Vencedor sempre oculto.

A Mensagem de Fátima, tal como o Apocalipse, denuncia mas também conforta, anima e mostra o veredicto final: Cristo venceu. Os que são d’Ele, estarão com Ele na Vitória.

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publicado por P. Alípio Barbosa às 02:33

Fátima e a (Nova?) Evangelização - Contributo do Card. Joseph Ratzinger

Segunda-feira, 10.11.14

 

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«Ai de mim se eu não evangelizar»(1Cor. 9,16).

 

Esta constatação apaixonada de S. Paulo, mandato recebido, é imperativo em todas as épocas da História. Hoje, na era da globalização, mais dos interesses e sofrimentos que da fraternidade, impele-nos o amor de Cristo, na esteira da Paulo: “Cristão que não é Apóstolo é apóstata”. Mas como evangelizar? Nova Evangelização? Evangelização de sempre em tempos Novos? Novos desafios à Linguagem e símbolos da Revelação?

Estimados Paroquianos e Leitores do Caminhando, saúdo a todos neste Junho do Corações de Jesus e de Maria, dos nossos santos ou do Corpo de Deus, do VII Encontro Mundial de Famílias em Milão e do L Congresso Eucarístico Internacional, em Dublin. Votos de saúde, trabalho, harmonia e esperança, com a nossa cooperação ativa.

 

O que será a (Nova ?) Evangelização?

Escreveu em tempos o, então, Cardeal Ratzinger: «A nova evangelização deve submeter-se ao mistério do grão de mostarda e não pretender produzir imediatamente a grande árvore. Nós ou vivemos demasiado na certeza da grande árvore que já existe ou na impaciência de possuir uma árvore maior, mais vital ao contrário, devemos aceitar o mistério que a Igreja é ao mesmo tempo grande árvore e pequeníssimo grão. Na história da salvação é sempre Sexta-Feira Santa e, simultaneamente, Domingo de Páscoa...». Temos consciência que o sucesso da sua missão não foi o resultado de uma grande arte retórica ou de prudência pastoral; a fecundidade estava relacionada com o sofrimento, com a comunhão na paixão de Cristo (cf. 1 Cor 2, 1-5; 2 Cor 5, 7; 11, 10 s; 11, 30; Gl 4, 12-14). "Nenhum sinal será dado a não ser o sinal do profeta Jonas", disse o Senhor. O sinal de Jonas é Cristo crucificado são as testemunhas, que completam o "que falta aos sofrimentos de Cristo" (Cl 1, 24). Em todos os períodos da história verificou-se sempre de novo as palavras de Tertuliano: o sangue dos mártires é semente de cristãos. Santo Agostinho diz o mesmo de uma maneira muito bonita, ao interpretar Jo 21, onde a profecia do martírio de Pedro e o mandato de apascentar, ou seja, a instituição da sua primazia, estão intimamente relacionados.

 

Conteúdos da (Nova) Evangelização

  1. Conversão

A essência da mensagem de Cristo é: o dom de uma nova amizade, o dom da comunhão com Jesus e por conseguinte com Deus. Requer Conversão" (Metanoia), abandonar a autosuficiência, descobrir e aceitar a própria indigência e a indigência dos outros. Pedir e acolher o perdão do Outro e dos outros, a sua amizade. A vida não convertida é autojustificação (não sou pior do que os outros).

  1. O Reino de Deus

O teocentrismo é fundamental na mensagem de Jesus e também deve ser o centro da (nova)evangelização. Precisamente no nosso mundo de hoje precisamos do silêncio, do mistério supraindividual, da beleza. A liturgia não é invenção do sacerdote celebrante ou de um grupo de especialistas; a liturgia (o "rito") cresceu num processo orgânico ao longo dos séculos, leva em si o fruto da experiência de fé de todas as gerações.

  1. Jesus Cristo

Só em Cristo e através de Cristo o tema Deus se torna realmente concreto: Cristo é Emanuel, o Deus connosco a concretização do "Eu sou", a resposta ao Deísmo. Hoje é grande a tentação de reduzir Jesus Cristo, o único filho de Deus a um Jesus histórico, a um homem puro.

  1. A Comunidade, Primeira Catequista

A Catequese de Adultos é o paradigma, a principal forma de Catequese. É o suporte da Comunidade. Mas supõe-na. Igreja, Sacramento de Jesus, onde vivemos os Sacramentos, o compromisso com o Mundo. Não há cristão sem comunidade, nem crescimento sem a comunhão e oração.

  1. A vida eterna

Um último elemento central de qualquer evangelização autêntica é a vida eterna. Hoje devemos anunciar a fé com renovado vigor na vida quotidiana. O anúncio do Reino de Deus é o anúncio do Deus presente, do Deus que nos conhece, nos ouve; do Deus que entra na história, para fazer justiça. Portanto, esta pregação é também anúncio do juízo, anúncio da nossa responsabilidade. O homem não pode fazer ou deixar de fazer o que lhe apetece. Ele será julgado. Deve prestar contas. Esta certeza é válida tanto para os poderosos como para os simples.

 

Todas estas dimensões, as encontramos nitida e maternalmente propostas na Mensagem de Fátima. Por isso tão atual para o século XXI.

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Caros Amigos,

No contexto da nossa caminhada sacerdotal, preparando o Ano da Fé que se avizinha, a Paróquia vai arrancar com uma (Re)Iniciação Cristã de Adultos, sob o Lema: A Fé hoje, Caminho de Esperança. Esperamos a melhor adesão.

A todas as Famílias, aos que vão entrar de Férias, para todos invoco as melhores bênçãos e dons divinos, pela intercessão dos Santos Populares. Em comunhão com todos vós, especialmente os doentes, de luto ou em provação, vosso Pároco e Irmão de caminhada:

O Pároco: P. Alípio Barbosa

Foi o Editorial do Jornal Paroquial de Gondomar/S. Cosme: Caminhando - Junho 2012

 

 

 

 

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publicado por P. Alípio Barbosa às 02:22

Passos com Maria

Segunda-feira, 03.11.14

http://www.passo-a-rezar.net/news/passos-com-maria

Senhora do Rosário  -  Padroeira de Laleia - Timo

 Nossa Senhora do Rosário - Padroeira de Laleia - Timor Leste

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publicado por P. Alípio Barbosa às 01:38

Recomendado para todas as Famílias

Segunda-feira, 03.11.14

http://umafamiliacatolica.blogs.sapo.pt/

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publicado por P. Alípio Barbosa às 01:33

A EUCARISTIA E A FAMILIA FAMILIA QUE REZA UNIDA – PERMANECE UNIDA, FAMILIA QUE PARTICIPA NA EUCARISTIA – VENCE OS DESAFIOS COM ALEGRIA.

Segunda-feira, 03.11.14

A EUCARISTIA E A FAMILIA

FAMILIA QUE REZA UNIDA – PERMANECE UNIDA,

FAMILIA QUE PARTICIPA NA EUCARISTIA – VENCE OS DESAFIOS COM ALEGRIA.

«Aleluia!

O Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso, começou o seu reinado! Alegremo-nos, rejubilemos, dêmos-lhe glória; porque chegou o momento das núpcias do Cordeiro; a sua esposa está pronta.  Ele ofereceu-lhe um vestido de linho resplandecente e puro.» O linho representa as boas obras dos santos. Depois disse-me:

«Escreve: Felizes os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro!» (Ap. 19, 6-9).

 

 

Caros Leitores, Amigos e Paroquianos Ao iniciarmos o Verão, férias, lazer, descanso, mais luz, experimentamos mais e melhor a família, com sua bondade, atrativos, rotinas, encantos e vicissitudes. . Saúdo-vos caros leitores e às vossas Famílias, grandes ou pequenas, mais ou menos unidas, qualquer que seja a hora que vivem. O Papa Francisco convocou para o Sínodo sobre a Família um itinerário de trabalho em duas etapas: Assembleia Geral Extraordinária em Outubro 2014 destinada a especificar o “Estado da Questão” e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos sobre o Evangelho da Família. A segunda Assembleia Geral será no Final do Outono de 2015, procurando linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da Família. Até vinte e seis de Setembro, a nossa Família Paroquial vive uma feliz caminhada sacerdotal. Depois viveremos plenamente este tempo de Família, reforçado pela Mensagem de Fátima, preparando o Jubileu 2017. E a Mensagem de Fátima, sendo trinitária e maravilhosamente cristocêntrica, é por excelência eucarística, como a própria Igreja e o há-de ser a Família cristã.

A Liturgia assumiu este passo do Apocalipse, na Eucaristia: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor”. Jesus, nosso Cordeiro pascal, é o Noivo. A Igreja a Noiva, preparada. Mistério da Fé na Eucaristia, Grande Mistério da Igreja e do Matrimónio, dirá S. Paulo. A Eucaristia, sacramento da caridade, apresenta uma relação particular com o amor do homem e da mulher unidos em matrimónio.

Matrimónio e Eucaristia. O dever de santificação da família tem a sua primeira raiz no batismo e a sua expressão máxima na Eucaristia, à qual está intimamente ligado o matrimónio cristão. A Eucaristia é a fonte própria do matrimónio cristão: alimenta, dessedenta, lava e purifica, fortalece e alegra o amor nupcial e familiar. No dom eucarístico da caridade a família cristã encontra o fundamento e a alma da sua «comunhão» e da sua «missão»: o Pão eucarístico faz dos diversos membros da comunidade familiar um único corpo, revelação e participação na mais ampla unidade da Igreja; a participação pois ao Corpo «dado» e ao Sangue «derramado» de Cristo torna-se fonte inesgotável do dinamismo missionário e apostólico da família cristã. A eucaristia – banquete das núpcias do Cordeiro – é o Sacramento do Esposo e da Esposa. Como toda a vida cristã, tem a marca esponsal e eucarística de Cristo e da Igreja. O individualismo do nosso tempo debilita o desenvolvimento e a estabilidade dos vínculos entre as pessoas e dis-distorce os vínculos familiares. A Comunhão eucarística é o remédio que previne, conforta, cura o narcisismo e relativismo nefasto do nosso tempo. É a comunhão com Cristo na Eucaristia, que transforma a vida. A Família é a igreja doméstica. A Eucaristia faz a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia. Logo a Eucaristia faz a Família e esta Igreja doméstica prepara e faz a Eucaristia.

Juntos na Ceia do Senhor. Tertuliano, Autor cristão do sec. II, no Norte de África, casado, dizia do Casal: «Estão juntos na sagrada celebração, juntos na Ceia do Senhor, juntos nas provações, na perseguição e na alegria. Não há nenhum perigo que leve um a esconder-se do outro, a evitarem-se, ou a que um seja perturbado pelo outro...De boa vontade visitam os doentes e ajudam os necessitados. Dão esmolas com disponibilidade, todos os dias cumprem infatigavelmente os seus deveres. E não sabem que são como que sinais escondidos da Cruz! Agradecem sem reservas e abençoam-se um ao outro. Recitam salmos e hinos, alternadamente, porfiam entre si para ver quem melhor sabe cantar os louvores de Deus. Vendo e ouvindo isto...Cristo compraz-se e envia a sua Paz aos dois esposos. Onde está um casal cristão, também está Cristo!».

Prezadas Famílias, bom Verão, onde não faltem a boa leitura, melhor convívio e diálogo, cultura e lazer, a caridade e os doentes, mas sobretudo na Eucaristia dominical ou de sétimo ou no aniversário, está a força e a alegria de viver e crescer.

Saudando afetuosamente os Amigos Leitores e a inteira Família paroquial, desejo todos os Bens.

Vosso Pároco: Alípio Barbosa

Família Marques, de Gondomar

 

Editorial do Jornal Paroquial de Gondomar / S. Cosme – Maio-Junho2014

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publicado por P. Alípio Barbosa às 00:57

Diversas Imagens

Segunda-feira, 03.11.14

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publicado por P. Alípio Barbosa às 00:47

P. José Nuno Ferreira da Silva - Entrevista ao Caminhando - Bodas Prata

Segunda-feira, 03.11.14

Padre José Nuno Ferreira da Silva falou sobre os caminhos e “descaminhos” que fizeram parte da sua caminhada em direcção a Deus

 

“Aprendi a falar para dizer que queria ser padre”

 

Cátia Alves da Silva

 

No ano em que comemora o 25 º aniversario de sacerdócio, Pe. José Nuno Ferreira da Silva esteve à conversa com o Jornal Caminhando. 25 anos de lembranças, de anseios, de lugares e “deslugares”...25 anos de um sacerdócio de entrega ao outro e a quem mais precisa...

 

Uma das certezas do Padre José Nuno é que os pássaros são a moldura do silêncio, outra é que sempre quis ser aquilo que hoje é: Padre. Diz em jeito de brincadeira que nasceu para isso e que nunca quis ser outra coisa. Nascido no seio de uma família profundamente católica recorda momentos, de quando era pequeno, e se reuniam na cozinha a rezar o terço enquanto sua mãe descascava batatas. O seu tio Padre António Fernando Lopes Ferreira (mais conhecido em Gondomar por Padre Moura) foi também uma pessoa muito importante e decisiva no seu percurso de vida. Admite que neste caminho houve momentos de dúvida e de alguma dificuldade, mas garante que nunca puseram nada do que queria em causa. “A única questão era se eu era digno de ser padre” afirma. Primeiro pelo baptismo, depois o escutismo, pela catequese, como acólito e também como catequista, Pe. José Nuno teve sempre uma relação muito próxima com a Igreja. Embora considere que mais importante do que esses caminhos, foram os “descaminhos” que o levaram até Deus.

 

Escutismo: Um caminho para Deus

José Nuno nasceu a 8 de Novembro de 1964, foi baptizado a 29 do mesmo mês e ano e apenas com 5 anos ingressou nos escuteiros. A sua precoce entrada no Agrupamento dos escuteiros da nossa paróquia fica a dever-se ao facto de o seu irmão mais velho, (na altura com 7 anos) ter ido e desta forma suscitado a vontade da ainda criança José Nuno conhecer este mundo. “Não posso identificar o que me trouxe para o escutismo, porque eu era muito novo e foi tudo muito rápido, mas sei o que é que o escutismo me trouxe” frisa Pe. José Nuno. Começou como lobito precocemente, longe de imaginar que um dia seria Dirigente Nacional dos Escutas, sendo ainda impulsionador de um dos projectos escutistas mais importantes em Portugal: O Projecto Drave – Uma montanha do tamanho do Homem. (ver coluna).

Para o padre Gondomarense são mais que muitas as vantagens do universo escutista. “No escutismo continua a subsistir, ainda que infelizmente muitas vezes não sejam considerados, muitos valores de uma cultura alternativa àquela que domina a sociedade em que vivemos. Se, na altura em que entrei, isso era importante, agora assume importância muito maior”, reitera acrescentando que “se haveria algum meio da pastoral da Infância, e não apenas da Juventude, que valeria a pena privilegiar é precisamente o escutismo, que, pelas suas características e pela riqueza do método escutista, tantas possibilidades oferece para fazer Jesus Cristo acontecer na vida das pessoas. Às vezes até lamento, à luz da minha experiência e mais tarde do meu papel no escutismo ao nível diocesano e até nacional, que não lhe seja dada a importância devida”, desabafa.

 

Do Seminário Menor ao Seminário Maior

Corria o ano de 1978, quando apenas com 11 anos, José Nuno ingressou no Seminário Menor do Bom Pastor. Este foi um período muito importante na sua vida por diversas razões. Recorda que o seminário tinha uma biblioteca imensa e como grande “devorador” de livros que era, este era um dos seus recantos preferidos, chegando até “a fazer de conta que estava doente e ir para a enfermaria que ficava junto da biblioteca só para poder trocar os livros” relembra a travessura com saudade. Itinerar na belíssima mata que o Seminário dispunha era um dos outros passatempos de eleição de José Nuno. No entanto, este tempo foi também altura de deixar a família, e tudo o que isso alberga no que diz respeito à reconfiguração dos vínculos familiares. Com a família para trás, mas sempre no coração, o então menino Padre José Nuno fez ali amigos para a vida, conhecendo ainda Padres que o influenciaram em definitivo. De todos os que entraram consigo no longínquo ano de 1978 apenas José Nuno chegou a padre... Admite que o tempo que passou no Seminário Menor não foi tempo para trabalhar sobre si próprio (só mais tarde isso aconteceu), mas acrescenta que “foi importante crescer num determinado ambiente, com uma finalidade educativa bem presente: manter em aberto a possibilidade de vir a ser padre”. Só mais tarde é que o Seminário assume esse papel em definitivo.

Com 17 anos entra no Seminário Maior da Sé e lá viveu durante 6 anos. “Este foi um tempo muito bom no meio das luzes e das sombras, descobri mais uma vez o que de mais importante tenho na minha vida, que é ter a certeza que Deus me ama de forma total e absoluta e que ama cada um, por mais pecador que seja, da mesma forma. Foi um tempo para ter a certeza que ele me queria nesse trânsito, entre o seu amor total e absoluto e cada homem. Lá tive muitas experiencia felizes. Por vezes os descaminhos levam-nos mais longe do que os caminhos. Foi um período da minha vida vivido muito intensamente” recorda. Em 1989 com 23 anos foi ordenado presbítero. “Aquilo que acontece através do ministério de um presbítero é de tal maneira transcendente e infinito que uma pessoa ser canal disso é abismal”, reflecte.

Foi ordenado diácono em 1988 e enviado para a paróquia de Santo Tirso, como estagiário. Ainda aí, é chamado para assistente do escutismo na diocese. Em razão desta missão, findo o estágio, vai como coadjutor para Cedofeita. Em 1993 volta ao Seminário do Bom Pastor, para mais cinco anos, mas agora como educador.

 

Ética na morte – Respeitar a vida

Há 15 anos que o Pe. José Nuno é Capelão no Hospital de S. João no Porto. Missão entregue pelas mãos do então Bispo do Porto, D. Armindo, e que inicialmente o assustou. “A ideia que se tinha, naquela altura, era que um capelão sacramentava doentes para morrer e eu achei que as minhas características dariam para tudo menos para isso” disse continuando “tinha andado a pular nos montes com os escuteiros e iria agora para o lado oposto da vida”. O seu receio era de não ter capacidade humana que o desafio assim o exigia, no entanto, Pe. José Nuno afirma que nunca poderia recusar... “Não entendo a vida de um padre sem obediência completa ao Bispo, até porque eu já havia aceite o convite no dia em que fui ordenado” esclarece afirmando que agiu de acordo com a sua consciência. “Para mim ter ido para o Hospital foi como que uma reordenação, comecei uma vida nova que me conduziu-me para muitos e novos caminhos” reitera. Sobre o dia da nomeação, o padre José Nuno diz: “é como se tivesse sido re-ordenado”. Entrou no dia 7 de Outubro, “por ser dia de Nossa Senhora do Rosário e eu ser de Gondomar”, em 1998, e desde aí, acrecenta, “o Hospital tem sido a minha missão e o meu lugar”.

 

Quando o Pe. José Nuno foi para o Hospital S. João a morte era encarada de uma forma diferente do que é agora. Nas palavras do Capelão daquele hospital “morria-se muito mal”. Ter assistido a alguns episódios onde a morte estava envolvida e onde todos os intervenientes sofriam fizeram com que o então Capelão iniciasse um processo de integração da morte como parte da vida.  “Aquilo não era aceitável e dei-me ao dever de me indignar e fazer alguma coisa” afirmou. Assim sendo, foram inquéritos feitos para detectar o sofrimento escondido e os cursos para ajudar a lidar da melhor forma possível com uma realidade que um dia todos teremos que aceitar...a morte.

O Hospital aderiu bem a todas estas mudanças porque iam de encontro às necessidades de toda a gente. Actualmente a família pode ficar com os seus doentes até à hora da morte, coisa que não acontecia antigamente. Mudou-se a percepção da morte e deu-se oportunidade ao sofrimento para as coisas mudarem. “Apenas se mudaram condutas, as pessoas profundamente pensavam assim mas tinham uma prática profissional contrária aquilo que pensavam. Agora morre-se como pessoa. A morte não é um inimigo a combater” esclarece o Capelão.

 

Esta temática assumiu tal importância na vida e luta do Pe. José Nuno que, a sua tese de doutoramento debruçou-se sobre ela. “Eu nunca quis ser doutor mas quis desta forma dar autoridade académica a um tema que não a tinha” afirma. “A morte e o morrer entre o deslugar e o lugar” é o nome da tese, agora transformada em livro, de 500 páginas onde defende que as Ciências Humanas, sejam elas, sociologia, antropologia e psicologia, são áreas do saber necessárias e a que pouco se recorre na Igreja, mas que podem e devem ser usadas até para interpretar o evangelho e ajudar a pô-lo em prática. “Reduzimos o conceito de felicidade a uma procura de bem estar, que não suporta a consciência da morte, afasta todos aqueles que possam invocá-la” continua “temos que ter consciência da nossa própria finitude”. Actualmente o Pe. José Nuno é docente na Faculdade de Medicina da disciplina Antropologia Médica.

Sempre sob a égide da grande causa da Vida, uma outra temática que está na lista de prioridades do Sacerdote Gondomarense é o estatuto dos mais velhos. “Há um processo de afastamento das pessoas de idade que faz com que torne possível o surgimento de situações não desejáveis, soluções como os lares, especulações sobre a eutanásia....é um processo irreversível”, afirma. “O facto de estas pessoas sentirem que não há ninguém à sua espera e ninguém por quem esperar faz com que deixem de ter razões para viver...”conclui evidenciando a importância que assumem os visitadores de doentes e de lares para que estas pessoas se sintam mais amadas e menos esquecidas.

 

 

Um ano de reflexão, descoberta e momentos únicos

Em Outubro de 2011 Pe. José Nuno partiu em reflexão para destinos diversos e únicos, vivendo assim um ano sabático em pleno.

A primeira paragem desta jornada que se viria a revelar única e avassaladora foi em Bose, perto de Turim, em Itália. Durante quase 3 meses viveu num Mosteiro misto internacional e ecuménico no sopé dos Alpes, tendo como Prior o italiano Enzo Bianchi. Este é um lugar experimental numa aldeia emoldurada pelas montanhas. Lá encontrou católicos, protestantes e ortodoxos todos procurando ser fiéis à vida monástica. “Este é um local de altíssima qualidade teológica cuja validade e influência são mundialmente reconhecidas”, esclareceu. Neste local, Pe. José Nuno afirma ter vivido tempos belíssimos e ter descoberto um “novo eu”.

O Natal de 2011 foi passado na Arca (L’Arche), em Trosly- Breuil na França, uma comunidade já anteriormente conhecida do Padre José Nuno. Jean Vanier foi a pessoa que sonhou e tornou a “Arca” realidade, actualmente espalhada por todo o mundo (na Europa Portugal é o único País que ainda não acolhe este movimento), “L´Arche” assenta no lema “A nossa vida em comum”. E quem são estes que vivem em comum? São pessoas com deficiência mental, com maior ou menor grau de dependência. O projecto “Arca” consiste em juntar estas pessoas com outras sem deficiência, para que vivam conjuntamente em comunidades constituídas por pequenos lares de dimensão familiar. Um lar (em Trosly são 12 ao todo) é constituído por 5/6 pessoas com deficiência mental e um ou mais responsáveis opermanentes. Para além destas pessoas residentes, a “Arca” fomenta ainda o voluntariado, para que cada um de nós possa ali viver uma experiência única. A maior parte das pessoas fica lá um ano a viver em família num lar e experienciando rotinas e momentos de crescimento, novidade, reflexão e ajuda ao próximo. “Este é um projecto que nos conduz a um lugar de nós que, de outra forma, não conheceríamos” explica Pe. José Nuno almejando que “um dia Portugal tenha um centro destes”. Foi lá que conheceu um amigo para vida...Cristophe. “Ele é uma pessoa totalmente dependente para tudo, com trissomia 21, autismo e mais problemas de saúde. Durante dois meses e meio cuidei dele: mudava-lhe as fraldas, dava-lhe banho, preparava-lhe as refeições... Quando cheguei lá quase não andava e começou a andar, ia todos os dias comigo à missa”, recorda. “Ele é um amigo em absoluto pé de igualdade com outros meus amigos, o que ele me deu é de uma magnitude inimaginável, foi tanto que só ele me podia ter dado”, relembra emocionado.

Este ano sabático levou-o a outro lugar inesquecível. “Vivi a Quaresma, Semana Santa e Páscoa em Jerusalém e foi avassalador” afirma. São vários os momentos que guarda desta passagem pela Terra Santa: desde os milhares de pessoas de várias nacionalidades nas procissões, da sua vela que no ano de 2012 foi directamente iluminada do Círio Pascal para iluminar todas as outras velas, as incursões em Israel a aos territórios Palestinianos, sozinho, de mochila às costas, nos transportes públicos, mas o que mais o marcou foi ter celebrado a missa na Capela dentro do Santo Sepulcro na terça-feira da Oitava da Páscoa, antes de regressar. Estes dias vividos em Jerusalém foram descritos in loco em diversas crónicas do site da Ecclesia, denominadas “Aqueles dias aqui”. “Uma experiencia transcendente num ano que foi decisivo para mim” define assim o sacerdote.

 

Em jeito de conclusão o Pe. José Nuno deixou uma mensagem, que é também um desafio, aos mais jovens: “despe-te de tudo aquilo que te vestes por dentro, e procura saber quem és, e se tiveres coragem faz de um velho um espelho”.                                                     

Fica assim o testemunho, ainda que breve nestas linhas, de um homem, um padre, um filho, um ouvinte, um professor e um amigo que em tudo se entrega em pleno e cuja emoção nas palavras é contagiante e seus olhos apaziguadores...

 

“Fala/Ouvir-te-ei/Ainda que os segredos /As amoras me chamem /Diz-me /Que existirão lágrimas para chorar /Na velhice /Na solidão /Ainda que acordes os olhos dos deuses /Fala /Ouvir-te-ei /A coragem /Alguém de nós que já não está...”Ausência in “Oxálida” Daniel Faria

 

Drave: Uma Montanha do Tamanho do Homem

Já enquanto Assistente Regional do Corpo de Escutas,  Pe. Nuno foi mentor de um projecto arrojado do Escutismo Português: Drave. Este projecto foi resultado de uma procura no âmbito da dimensão espiritual do método escutista e das suas potencialidades, uma forma de levar e apresentar Cristo aos Jovens. Esta iniciativa teve lugar nos anos 90 e fazia parte de um outro Projecto denominado Rumos – na primeira fase “Rumos da consciência” e na segunda “Rumos do Homem Novo”. Neste contexto foram então feitas uma série de actividades, que incluíram reflexões, encontros, músicas e ainda a aquisição de parte de uma aldeia abandonada, entre Arouca e São Pedro do Sul, denominada Drave. O pretexto último para esta aldeia foi a criação de um centro escutista onde se cultivasse a dimensão espiritual do escutismo. Actualmente Drave foi integrada numa rede selectíssima de centros escutistas a nível mundial.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pe. Nuno Ferreira da Silva em 15 palavras:

Livro: “O Diário da Alma” de Papa João XXIII

Música: Nona Sinfonia de Beethoven

Desporto: Patinagem Artística - Pares

Santo: Charles de Foucauld

Local: Drave

Oração: Pai Nosso

Lema: Misericórdia

Clube: Portista não praticante e com pouca fé

Sentimento: A caridade é uma virtude não é um sentimento

Um dia: 29 de Novembro de 1964 (Dia do seu Baptismo)

Filme: O clube dos poetas mortos

Mar ou serra o que o inspira: Ambos e o caminho entre eles

Sonho: Arca em Portugal

Cidade: Jerusalém

País: Portugal

 

 

 

 

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publicado por P. Alípio Barbosa às 00:44


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